(Ploceus castaneiceps)
Leganga - Arusha
Tanzânia
We just returned from about two weeks spent in Tanzania, and I have to say it was by far our worst trip ever. The country, the people, the landscapes, and the birdlife and wildlife in general warrant a return visit — but the guide we somewhat naively chose was an absolute disaster.
A presumptuous, egocentric, narcissistic, arrogant, Trump-supporting, climate-change-denying, constantly self-flattering individual who fancies himself a great photographer (he describes his own photos as "fucking good").
His photos are mediocre, some even out of focus, but for a birder just looking to document sightings, that’s normal, and I accepted it. If only he’d had the humility to simply show us the birds and let us handle the photography. Instead, every time we had a chance to photograph a bird, he’d lecture us on how we should do it—even scolding us for checking our shots on the camera. He never did that himself, using his Nikon D850 (what a waste) almost in point-and-shoot mode (his own words).
He kept insisting he was a photographer and knew all about the importance of light, but every single day, we saw it was pure theory—he had zero practical skills. He’d constantly forget and sulk when we pointed it out. Basically, if the background was blue sky, the light was good; if it was cloudy, the light was bad. That was the extent of his knowledge of light and photography.
On the very first day, his first attempt was taking us to a lake hoping to find an African Black Duck. Well, as our friend A. Guerra would say, ironically, when things go bad, at least we didn’t see it—because the photos would have been a complete disaster. The access to the lake was directly facing the sun, with glare all over the water. It would have been a huge frustration.
At the middle of day, with terrible strong light, he decided show us a colony of Taveta Weavers — only for our disappointment to deepen as they were entirely backlit. When we mentioned the lighting issue, he simply ignored us (something he’d do systematically for as long as we endured him). I had to push through thick vegetation and small water ditches to find a better angle, while he seemed annoyed at how long we took to get a decent shot.
(Another thing that bothered him was us not knowing a species’ name or mispronouncing it.)
But that was just the first day. The following days were a series of unpleasant situations, multiple arguments — the last one shouting — until we gave up on his services (already paid for) and had to scramble for an alternative. I’ll talk about that in future posts.
I won’t name him here, but if you send me a private message, I’ll tell you who he is — so my friends don’t make the same mistake we did.
The only partially positive thing I can say is that, with the help of local guides, he did find the hardest-to-spot species—even if it meant risking our lives, subjecting us to two hours of being thrown around in the vehicle while completely lost off any passable trail (even for a 4x4). Not to mention his dangerously reckless driving on main roads.
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Acabámos de regressar de cerca de duas semanas passadas na Tanzânia e, tenho de dizer, foi de longe a nossa pior viagem de sempre. O país, as pessoas, as paisagens e a avifauna e fauna em geral merecem claramente uma nova visita — mas o guia que escolhemos, de forma algo ingénua, foi um verdadeiro desastre.
Um indivíduo presunçoso, egocêntrico, narcisista, arrogante, Trumpista, negacionista das alterações climáticas, sempre a autoelogiar-se, que se julga um grande fotógrafo (descreve as próprias fotos como “fucking good”).
As fotos dele são medianas, algumas até desfocadas, mas para um observador de aves que só quer registar os avistamentos, isso é normal — e eu aceitava. Se ao menos tivesse tido a humildade de simplesmente nos mostrar as aves e deixar a fotografia connosco. Em vez disso, sempre que havia uma oportunidade para fotografar uma ave, fazia questão de nos dar uma lição sobre como o devíamos fazer — chegando mesmo a ralhar connosco por vermos as fotos no ecrã da câmara. Ele próprio nunca o fazia, usando a NIkon D850 (que desperdício) quase em modo point-and-shot (palavras dele).
Insistia constantemente que era fotógrafo e que percebia a importância da luz, mas todos os dias víamos que isso era só teoria — não tinha qualquer implementação prática. Esquecia-se de coisas básicas e ficava amuado quando lho fazíamos notar. Basicamente, se o fundo era céu azul, a luz era boa; se estava nublado, a luz era má. Esse era o nível do seu "conhecimento" sobre luz e fotografia.
Logo no primeiro dia, a primeira tentativa foi levar-nos a um lago à procura do pato-preto-africano. Bem, como diria o nosso amigo A. Guerra, ironicamente, quando as coisas correm mal, ao menos não o vimos — porque as fotos teriam sido um desastre completo. O acesso ao lago era de frente para o sol, com irritantes reflexos de luz sobre cada molécula de água. Teria sido uma frustração enorme.
A meio do dia, com uma luz fortíssima e péssima, decidiu levar-nos a uma colónia de Tecelões-de-cabeça-ruiva — apenas para a nossa desilusão aumentar ao vermos que estavam completamente contra a luz, já de si péssima devido à hora do dia. Quando mencionámos o problema da iluminação, simplesmente ignorou-nos (algo que passou a fazer sistematicamente enquanto o aturámos). Tive de abrir caminho por vegetação densa e atravessar pequenos regos de água para conseguir um ângulo melhor, enquanto ele parecia irritado com o tempo que demorávamos a conseguir uma fotografia decente.
(Outra coisa que o incomodava era não sabermos o nome de uma espécie ou pronunciá-lo mal.)
Mas isso foi só o primeiro dia. Os dias seguintes foram uma sucessão de situações desagradáveis, várias discussões — a última já aos gritos — até que desistimos dos seus serviços (já pagos) e tivemos de procurar uma alternativa à pressa. Falarei disso em publicações futuras.
Não o vou nomear aqui, mas se me enviarem uma mensagem privada, direi quem é — para que os meus amigos não cometam o mesmo erro que nós.
A única coisa parcialmente positiva que posso dizer é que, com a ajuda de guias locais, ele de facto encontrou as espécies mais difíceis de localizar — mesmo que isso implicasse pôr a nossa vida em risco, sujeitando-nos a duas horas aos solavancos num veículo completamente perdido fora de qualquer trilho transitável (mesmo para um 4x4). Sem falar da condução perigosamente imprudente nas estradas principais.